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Este é o método manual completo, sem nada guardado para trás. Ensinar a fazer é a demonstração de competência mais honesta que conhecemos — e no fim explicamos, com a mesma honestidade, o que o método manual não apanha.

DIY 01 O método

Seis passos, por esta ordem

Cada passo apanha um tipo de abuso diferente. Feitos fora de ordem, continuam a valer — feitos por esta ordem, poupam tempo.

  1. Abra uma janela anónima — sempre

    O seu browser habitual sabe demasiado sobre si: histórico, cookies, sessões. Os anúncios que lhe mostram a si, funcionário da marca que visita o próprio site todos os dias, não são os anúncios que mostram a um cliente. Janela anónima, sem sessões iniciadas, é o mínimo de neutralidade.

  2. Pesquise como um cliente, não como um dono

    Faça, no mínimo, estas pesquisas: o nome exato da marca; o nome com os dois ou três erros de escrita mais prováveis; «nome + categoria» (ex.: «marca sapatilhas»); e as pesquisas de aflição — «apoio nome», «contacto nome», «devolução nome». Cada uma atrai um tipo de abuso diferente. Anote o que aparece acima do seu primeiro resultado.

  3. Leia o URL visível letra a letra

    O URL verde ou cinzento por baixo do título do anúncio é onde a fraude se esconde à vista. Três perguntas: o domínio é exatamente o seu (letra a letra — rnarca.pt não é marca.pt)? A terminação é a sua (.pt vs .com vs .shop)? E se o domínio é o seu mas o anúncio não é da sua equipa — quem é que está a anunciar com o seu URL visível?

    ANATOMIAonde olhar num anúncio de pesquisa
    Patrocinado www.marca-a.pt Marca A — Loja Oficial Envio grátis em 24h. Compre já… O PONTO CRÍTICO: o URL visível. Letra a letra.
  4. Siga o clique — sem clicar às cegas

    Clique com o botão direito no título do anúncio e copie o endereço do link, em vez de clicar. Cole-o num bloco de notas e olhe para ele: um anúncio legítimo da sua equipa vai para o seu domínio, possivelmente com parâmetros seus. Um anúncio sequestrado passa por um domínio intermédio — track.qualquer-coisa, go.rede, identificadores aff=, clickid=. Esse intermediário é a impressão digital do afiliado.

    CADEIAo percurso de um clique sequestrado
    Anúncio track.afiliado… ?aff=7141 O seu site ↑ o elo que denuncia — e que a captura de ecrã não mostra
  5. Consulte as bibliotecas de anúncios das plataformas

    As principais plataformas publicam arquivos pesquisáveis dos anúncios ativos — as chamadas bibliotecas de anúncios, cada uma com o seu âmbito e as suas lacunas. Pesquise lá o nome da sua marca: encontra anúncios que usam o seu nome no texto, mesmo os que nunca lhe apareceriam a si. É a única janela pública para o que corre em social sem depender do acaso do seu feed.

  6. Registe o que encontrar — com data, ou não vale nada

    Captura de ecrã completa (com URL e hora visíveis), o endereço copiado do anúncio, a cadeia que anotou, e a pesquisa que o fez aparecer. Guarde tudo num ficheiro datado. Um anúncio abusivo desaparece em horas — o seu registo é a única prova de que existiu. Sem data e sem cadeia, é uma história; com elas, é o início de um dossiê.

NOTA A parte honesta

O que este método não apanha

Fez tudo isto e não encontrou nada? Boa notícia — provavelmente. O método manual tem três ângulos mortos estruturais, e é justo que os conheça:

  • O tempo. Viu a fotografia de um instante. As campanhas de interceção profissionais correm fora de horas e em dias específicos — precisamente para não estarem lá quando a equipa da marca olha.
  • A geografia e o dispositivo. Viu os resultados do seu ponto do país, no seu dispositivo. Segmentações por região e mobile-only ficam invisíveis.
  • A repetição. Uma verificação diz o que se passa hoje; um padrão prova-se com semanas de registos consistentes — e é o padrão, não o instante, que sustenta uma queixa forte.

É exatamente este o problema que a monitorização contínua resolve: as mesmas verificações que acabou de aprender, executadas sistematicamente, em várias geografias e dispositivos, com registo datado de cada recolha. O método é o mesmo — a diferença é fazê-lo sempre.

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